Farol Santander inaugura a exposição de arte visual “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee”

Pela primeira vez no País, a artista sul-coreana traz duas instalações inspiradas em fábulas e metáforas culturais, além de memórias, sonhos e sentimentos

Exposição ficará em cartaz de 13 de fevereiro a 03 de maio

Farol Santander, centro de empreendedorismo, cultura e lazer, recebe a partir de 13 de fevereiro (quinta-feira) a mostra “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee”, com trabalhos da artista sul-coreana JeeYoung Lee e direção artística de Facundo Guerra.

Apresentada pelo Ministério da Cidadania e pelo Santander, via Lei de Incentivo à Cultura, a exposição inédita no Brasil terá as instalações The Panic Room (O Quarto do Pânico) e My Chemical Romance (Meu Romance Químico) ocupando o 22º andar edifício.

“Ficamos felizes por oferecer ao público do Farol Santander mais uma mostra internacional, desta vez com uma experiência que envolve o visitante e o transporta para as paisagens imaginadas por JeeYoung Lee. O trabalho desta sul-coreana nos estimula a inovar, reinventar nossas atitudes e ver o mundo de novas formas, e esse também é o papel da arte”, afirma Patricia Audi, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Santander.

Formada pela Universidade Hongik (Coreia do Sul) e ganhadora do Prêmio Arte Soberana em 2012, JeeYoung Lee é conhecida pelas imagens surreais que cria, desde a concepção da ideia até a produção de todos os objetos cenográficos, transformando fisicamente o espaço em grandes maquetes e paisagens imaginativas.

Lee convida o público a entrar no universo de seus devaneios, transformando os visitantes em coautores, testemunhas e participantes de suas ideias. É um paralelo com os países maravilhosos de Alice ou os arquipélagos de Lilliput para Gulliver. Desprendida do uso da tecnologia, Lee aposta em seu mundo mental, que nenhuma realidade virtual poderia alcançar.

Entrar nas instalações de Lee é como realizar um desejo comum entre as crianças: fazer parte de maquetes. Durante a exposição, o público circulará por um caminho pré-determinado no início, que leva de uma instalação para a outra. Na composição do ambiente, ao fundo das obras, também estarão expostas fotografias feitas pela artista, que evidenciam seus trabalhos.

Para criar as instalações que farão parte desta exposição, a artista trabalhou durante meses em seu pequeno estúdio, onde explorou elementos que contribuam não só com o aspecto visual, mas também com a sua identidade própria, a partir de seus desejos e estado de espírito.

Sem nenhum truque de photoshop ou computador, a artista utiliza uma câmera fotográfica e a diversificação de materiais para produzir todo o cenário sozinha, assumindo os papeis de fotógrafa, designer, escultora, artista e modelo.

The Panic Room (O Quarto do Pânico) é uma instalação de 7,10m x 9m que deriva dos lugares onde Lee costumava brincar na infância e de suas lembranças afetivas. A memória de se esconder de dentro de um armário como um local de fuga conecta-se com os sentimentos gerados ainda na fase infantil da vida, como, por exemplo, situações de mudanças drásticas em um universo já estabilizado. Para sugerir um estado de caos emocional neste ambiente, a artista utilizou na obra elementos de Op Art, recurso visual que provoca ilusões de ótica.

My Chemical Romance (Meu Romance Químico), obra com medidas de 7,30m x 9m, teve como inspiração os vários dutos que a artista avistava em seu bairro, Mangwondong, em Seul (Coréia do Sul). Interessada por essas estruturas, JeeYoung desenvolveu um conceito para falar sobre os vários tipos de relações humanas, traçando em sua instalação um paralelo entre a complexidade da convivência social e a imagem da canalização dos dutos, como uma espécie de labirinto.

A compilação de emoções como ansiedade, expectativa, conflito, desilusão e frustração é visualizada nos tubos de PVC pintados de preto e amarelo, normalmente usados para indicar segurança, aviso e perigo em locais industriais ou de tráfego e sinalização rodoviária. A instalação também conta com efeitos sonoros em sua composição.

Sobre JeeYoung Lee

Desde 2007, JeeYoung Lee atira no invisível. Enquanto a fotografia tradicional envia extratos da realidade aos nossos olhos, a artista oferece trechos de seu coração, de sua memória ou de seus sonhos. Contida pelos limites inerentes ao meio fotográfico convencional, ela acrescenta criatividade plástica e performance teatral a ele, a fim de dar vida às imensas necessidades de expressão e interrogatório.

Em seu minúsculo estúdio (3m x 6m) em Seul, a artista monta os mais variados tipos de instalações e, para desenvolvê-las, se inspira em fábulas, sonhos e metáforas culturais – muitas vezes até em seus próprios pensamentos. Com isso, a criadora busca traduzir e comunicar uma série de emoções e ideias ao seu espectador, com efeitos que transcendem o espaço físico.

Tendo recebido diversos prêmios artísticos, incluindo o Arte Soberana (2012), JeeYoung Lee é uma das figuras em ascensão mais promissoras do mundo artístico coreano contemporâneo. Embora ela tenha criado instalações em grandes instituições em todo o mundo, de São Francisco à Austrália, da Espanha à Cingapura, suas fotografias podem ser encontradas também em instituições internacionais como o Museu de Artes Fotográficas Kiyosato (Japão), bem como em coleções particulares ao redor do mundo.

Por Marra Comunicação

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